O toque das mãos

Posted on 08/06/2009 por

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Por Verena Campello*

Onde você põe a sua mão? Você já reparou o caminho que as suas mãos percorrem sem que ao menos você se de conta? Quantas vezes no dia você coçou o nariz, passou a mão na boca, logo depois alisou o pé e em seguida tirou aquele cantinho de pele da unha? Pois é. Eu também pensei: Que ecaa!!! Pronto, agora você vai parar pra pensar quantas vezes você já fez isso e nem percebeu. A mesma mão que fuma e que leva o cigarro até a sua boca é a mesma que segura à maçaneta na hora de abrir a porta e que tantas outras pessoas apegaram anteriormente.

Afinal, a rotina da mão é o toque? Claro. Só através do tato, ou melhor, do toque, sentimos as coisas palpáveis. Logo pela manhã, no momento de acordar, sua mão vai direto ao olho, que dizer, no caso das mulheres. Já o acordar das mãos dos homens…  o primeiro momento é da coçada nas partes baixas e só depois, ela segue para os olhos. A mão que hora vai, que hora vem que coça lá, que coça cá, que pega aqui, que pega ali, que descasca, que amassa, que aperta, que toca, que desliza, que diz, que fala, que indica e que de tanto trabalho é quem mais revela.

Revela a idade, revela a situação. É a mão que “fala” sem parar quando estamos nervosos, é a mão que sua em momentos de apreensão, é a mão que acarinha, e é a mesma mão, que bate. A mão não para. A mão espera, a mão segura, a mão cumprimenta, a mão que cura. As mãos condenam, sentenciam, mas também abençoam. A mão que escreve e também digita. E com a mesma mão que digito este texto, que descanso o meu rosto, que apago todo o texto e com ela escrevo tudo de novo. Afinal, onde você põe sua mão? A mão passeia por universos mil. A mão viaja, conhece o desconhecido e toca o intocável.

*Aluna do 6º semestre do curso de Jornalismo

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Posted in: CRÔNICAS