A mini-escola chamada Lan House

Posted on 13/04/2009 por

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Por Louise Queiroz

Start, play, GO, Game over. Estas e muitas outras expressões fazem parte do vocabulário em inglês de crianças e adolescentes que aprendem um pouco dessa língua estrangeira por meio dos jogos eletrônicos.

 

Iasmin Santos é um exemplo disso. Com apenas 10 anos, a garota vai à lan house todos os dias para visitar o Orkut e principalmente acessar jogos, deixando até de frequentar as aulas algumas vezes.

 

Se compreende o inglês? Entende sim, até melhor que os adultos, como afirma Cristina Santana, dona da Vídeo Lan há três anos. “Os adultos, por minuto, me chama para perguntar, já as crianças entendem mais.”

 

No bairro de Jardim Nova Esperança, localizado na Estrada Velha do Aeroporto (EVA), foram encontradas cinco casas de computadores, dentre estas a JSJ, de Joelma Santos. Para ela, as crianças desenvolvem bem a habilidade de aprender a língua inglesa e por isso têm a facilidade de traduzir as palavras do inglês. E o mais curioso é que a maioria dos pais não reprovam a ida de seus filha à lan house, “muito pelo contrário os pais vêm aqui trazer os seus filhos”, afirma Joelma.

 

Além de Iasmim, Leon Félix, de 16 anos, apesar de não gostar das aulas de inglês na escola, consegue compreender as informações dos jogos disponibilizadas em inglês, e pela freqüência em que joga, já aprendeu diversas palavras.

 

Professora de inglês, Evelyn Gomes, pensa que os jogos eletrônicos podem ser usados como suporte de fixação da língua, algo que pode ajudar no aprendizado de crianças e adolescentes. Entretanto, eles não são suficientes para substituir um curso de língua. “O inglês não se resume apenas às expressões soltas, mas à construção de frases, orações, regras de palavras. E esses jogos, em determinadas ocasiões e em determinados graus podem até provocar um déficit no aprendizado dessas crianças”, afirma.

 

A 3D informática é mais uma opção de lan house para as crianças de Jardim Nova Esperança. Eduardo Leão, dono da 3D, diz que crianças compreendem o inglês nos jogos por “osmose” e ainda acrescenta que, “na falta de aulas nas escolas aqui do bairro, as crianças vêm aqui e passam o resto da manhã, ou jogando, ou no Orkut.”

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