“AIDS não tem cara”

Posted on 28/11/2008 por

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por Caroline Barreto, Rachel Luz e Vanessa Moraes

A disseminação da AIDS é cercada de mitos e preconceitos. Quando antes se descobria ser um portador do vírus HIV tinha-se em mãos um atestado de óbito. Hoje por conta de estudos e avanços da medicina, já é possível associar soropositividade a vida.

No Brasil, de acordo com dados de 2008 do Programa Nacional DST/AIDS, do Ministério da Saúde, há 363 mil casos acumulados de portadores do vírus HIV, sendo que 15% estão entre jovens de 13 a 24 anos, o que caracteriza a chamada juvenilização da doença.

Na Bahia, desde o registro do primeiro caso de AIDS, em 1984, foram notificados 8.330 portadores do vírus e, nos últimos 10 anos, a incidência vem crescendo. Salvador acumula o maior número, com 4.459 casos, seguida dos municípios de Feira de Santana (405), Vitória da Conquista (295) e Juazeiro (246).

Graças às lutas de várias ONGs, projetos e instituições governamentais, pessoas portadoras do vírus HIV podem ter uma vida digna, com mais informações a cerca do assunto e exercer sua cidadania. Em Salvador uma das ONGs mais conhecidas é o Grupo de Apoio aos portadores do vírus da AIDS (Gapa) que surgiu no ano de 1988, por uma diligência de profissionais de várias áreas que viam o assunto não como uma questão especifica de poucos e sim uma ameaça para toda a sociedade. Sem fins lucrativos, o GAPA serve de apoio a pessoas com AIDS, informa sobre a prevenção da doença, luta contra a discriminação, reclama por uma saúde eficiente, entre outras coisas.

Outra ONG um pouco menos conhecida, mas com abrangência nacional por todo território nacional é a Rede Nacional de pessoas vivendo com HIV/AIDS (RNP), que atua no fortalecimento de pessoas soropositivas para o vírus da AIDS. Segundo Marcos Macedo, coordenador da RNP na Bahia, o indivíduo portador do vírus pode ter a chance de tomar atitudes à frente da condição sorológica, promover troca de informações e uma melhor qualidade de vida.

Hoje em dia não há mais desculpas para não se prevenir. “Toda vez que eu transava eu rezava para não pegar AIDS e tomava banho e achava que isso bastava”, contou Macedo, portador do vírus há 16 anos, durante o seminário AIDS em Salvador, realizado dia 12 de novembro no Centro Universitário Jorge Amado.

“É papel da à população garantir a inclusão dos portadores do vírus HIV, longe de preconceitos, no convívio social comum” afirma Mauricio.

Ao decorrer da palestra, Dr. Mauricio apresentou um rápido resumo de dados científicos da doença desde o seu surgimento, enfatizando as técnicas de prevenção. “o uso da camisinha ainda é a maneira mais eficaz para evitar o contagio, conhecido como método de barreira”.

No final da palestra, os organizadores do seminário distribuíram kits contendo camisinhas e material informativo a respeito da importância da prevenção para todos os presentes, além de panfletos.

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Link do Projeto
http://www.4shared.com/file/73234958/93a09a85/Projeto_AIDS.html

 

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