Capoeira é filosofia de vida para morador de Sete de Abril

Posted on 25/09/2008 por

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por Vanessa Aragão

“Faço parte do grupo de capoeira Bem-Partilhar. Pratico todos os dias na Sede do Conselho, aqui na comunidade. A capoeira representa pra mim uma filosofia de vida, uma terapia, além de um forte exercício” conta o morador de Sete de Abril, Luiz Cláudio Oliveira, de 22 anos, que pratica o esporte há 13.Esporte de ataque e defesa, luta camuflada em dança, caráter folclórico. Apenas da paixão nacional pela bolinha, das academias de ginásticas e esportes feitos na escola como vôlei e handbal, a capoeira mostra seu lugar quando o assunto é esporte de rua que mobiliza e atrai a comunidade. Kaian Damasceno, de sete anos, pratica capoeira há cinco e fala que quando viu as rodas e os movimentos ficou encantado e pediu ao tio para entrar no grupo.

Seja no fim de linha de Sete de Abril ou na Sede do Conselho, alunos, professores, pais e admiradores ouvem e assistem a qualquer dia da semana o esporte que une música, dança e movimentos carregados de gingado. “Me interessei pela capoeira por que ela tem tudo a ver com a nossa cultura e faz referência aos nossos antepassados. É como um agente que defende as raízes, e nós temos o dever e a obrigação de preservá-la”, fala Carlos Couto, o mestre Carrasco, como é conhecido nas rodas regidas por cantigas e berimbaus.

Estímulo
Professor de educação física para alunos primários e instrutor de academia, o mestre Carrasco, de 32 anos, faz parte do grupo de capoeira Giramundo. Morador de São Cristóvão que trabalha em Sete de Abril, o mestre Carrasco conta que desde seus 12 anos já tinha grande interesse por esportes e pela capoeira, principalmente.

Paulo Edson, que trabalha com esporte há 30 anos e também é professor de educação física, defende o esporte que foi reconhecido como tal apenas em 1972: “A capoeira é genuinamente brasileira. Ela dá uma base harmoniosa que envolve o corpo e a mente. É nossa e deveria ser mais incentivada”, conclui.

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