Mudança de vida

Posted on 03/06/2008 por

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O projeto Caminhar vem sanar para a família e esses jovens o tempo vago, através do primeiro emprego.
por Liomar Xavier
liomarxavier@bol.com.br

A partir da parceria entre o Juizado de Menores da 1º Vara da Infância e Juventude de Salvador, com as três forças armadas, as crianças em sua maior parte, que estão na situação de rua, são reeducados e preparados profissionalmente para o mercado de trabalho. Eles participam do projeto Caminhar, que é uma grande transformação na vida desses adolescentes.

Zuleica Maria Alves, 31 anos pedagoga é uma das coordenadoras do projeto Caminhar e atua na seleção e encaminhamento dos adolescentes. “Nós priorizamos os adolescentes de 12 e 13 anos”.

Os adolescentes são ocupados com atividades, tirando-os do universo das drogas, marginalização e violência em que estão imersos, o projeto vem sanar para a família e esses jovens, o tempo vago. Após vivenciarem todos os períodos dentro do projeto são encaminhados para o 1º emprego.

Zuleica Maria, diz; “a maior dificuldade do projeto é não ter a presença constante dos pais em alguns casos”.

Metodologia
Os meninos de 12 e 13 anos são encaminhados para o 1º estágio do projeto, que é realizado no quartel do 19º BC, no bairro do Cabula, lá participam de atividades esportivas e têm contato com a disciplina militar. Tudo isso com a supervisão dos comissários de menores. “Os meninos com maior desempenho são encaminhados para a Base Aérea ou Base Naval, lá nas bases militares da Aeronáutica ou Naval os meninos começam a ter os primeiros, contatos com o mercado de trabalho, através de oficinas pré – profissionalizantes”, Afirmar Zuleica. As meninas são encaminhadas somente para a Base Aérea, pois as demais forças não desenvolvem atividades voltadas para meninas.

Parceiros
O projeto Caminhar conta com parceiros que se comprometem a absolver os jovens do projeto, entre eles está a Assembléia Legislativa da Bahia, Legião da Boa Vontade (LBV), Bloco Ilê Ayê, Câmara de Vereadores de Salvador e o Clube Espanhol.

“Foi muito bom, eu aprendi várias coisas, como por exemplo, a me comportar em um ambiente de trabalho”, afirma Deisiane Santos de Almeida, 17 anos. Jalon Nunes dos Santos, 17 anos, é outro jovem que também passou pelo projeto Caminhar, atualmente trabalha no Clube Espanhol, na Barra. “Para mim foi uma experiência de vida, pois pude aprender varias coisas e colocá-las em prática”.

O Centro Espanhol mantém o bom relacionamento com o Juizado da infância e juventude. “O trabalho desenvolvido pelo projeto caminhar é muito bom, os meninos vêm com uma formação muito boa”. São palavras de Dona Irene São Mateus Homero, Gerente Geral do Centro Espanhol. Algumas crianças são aproveitadas em outros setores do clube, após completarem a maior idade.

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