Moradores da Estrada Velha do Aeroporto se unem para fazer horta comunitária

Posted on 07/11/2007 por

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por Risoldalva Santos
[dalvahpo2@yahoo.com.br]

Em uma área de 500m2, no bairro de Nova Brasília, na região que compreende as comunidades Vila Mocambo e Jaguaripe II, na Estrada Velha do Aeroporto (EVA), será implantada uma horta comunitária. Os futuros agricultores – moradores das comunidades da EVA, estão animados com o projeto, que terá quatro etapas: curso de associativismo e treinamento; curso de estacas com solo e cimento; curso de horto e de irrigação.

O curso de associativismo começou no dia 14 de agosto, na sede do Conselho de Moradores de Jaguaripe II (COMORJA), com a participação de 30 moradores (28 mulheres e dois homens), membros das 60 famílias cadastradas. Nesse curso, eles são treinados para o plantio de mudas de plantas, e têm aulas teóricas de gestão empresarial, pois a horta passará por todos os trâmites legais, a começar pelo registro na Junta Comercial da Bahia (Juceb) e cartórios.

Os cursos são ministrados por profissionais da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco(Chesf), proprietária do terreno onde será feita a horta. A idéia da horta surgiu em 2004, a partir da iniciativa de Antonio Marrom, morador de Jardim Esperança, que despertou o interesse do Conselho dos Líderes da EVA (COLIEVA).

Para implementar o projeto, os moradores contaram com o apoio do líder da Associação de moradores de Vila Mocambo(AMOVILA), Antonio de Andrade, do presidente do Conselho de Moradores de Jaguaripe II (COMORJA), Josué Firmo, do líder de Vila Dois de Julho, Cristóvão, dos membros dos Conselhos, José Carlos Mercês de Araújo e Marivaldo Rosende, de moradores, e outras lideranças.

O curso de estacas com solo e cimento capacita eles para o cercamento da horta, que será feito com “cerca viva” (sacos com sementes), que, segundo Rocha, essa é uma técnica de baixo custo. Inicialmente eles vão trabalhar com 580 mudas de cerca, e aprender a técnica de criar mudas e comercializar.

Com o curso de horto e irrigação, eles concluem o programa de implantação da horta. Nesse curso, eles terão aulas teóricas e práticas de adubação, saneamento e mudário (plantar sementes de flores e frutos).  

No dia 5 de setembro, haverá uma entrevista com o engenheiro Paulo Fonseca, da Chesf, na sede da empresa, para formalizar o pedido de empréstimo da área. Fonseca se reunirá com Antonio de Andrade, com o presidente do COMORJA, com Ana Lúcia Costa, do Conselho, e Lindinalva Silva Santos, líder do grupo do curso de Associativismo.

A horta tem como público alvo mercados, padarias e outros estabelecimentos do ramo de alimentos nas Comunidades da E.V.A. e adjacências. Animada com a horta, Lindinalva disse que ela e os demais colegas têm como expectativas gerar renda para quem trabalhar na horta.

Ligados pelos laços comunitários, os moradores estão animados com a horta, que, segundo eles, ajudará nas despesas com a família, já que serão remunerados com a comercialização dos produtos. “Os produtos da nossa horta serão sem agrotóxicos, e a adubagem será toda orgânica”, disse a aluna Isabela, que descreve com satisfação, quando se refere ao projeto. Agregado ao projeto estão cursos de alfabetização, orientação sexual e outros debates. A previsão da conclusão da horta é de um ano.  

(setembro de 2007)

 

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